Paralaxe.
O padrão decide antes de quem decide.
Paralaxe é o deslocamento aparente de um objeto quando o observador muda de posição. O objeto continua exatamente onde sempre esteve, e a mudança inteira acontece no lugar de onde se olha.
Trabalho há vinte e cinco anos com gente que decide sob pressão, e o que aparece com mais frequência é uma pessoa que já sabe o nome do que a trava. Já fez o coaching, já leu o próprio 360, já descreve o padrão com precisão para quem quiser ouvir. E na próxima decisão difícil a resposta sai no lugar de sempre, antes de qualquer intenção consciente ter chance de agir.
O automatismo se desfaz no instante em que você vê o padrão entrando em cena, ao vivo, com a resposta ainda se formando. Ver isso exige tempo contínuo e alguém olhando junto, e é para isso que o Paralaxe existe, em três formatos diferentes.
Três portas. Um mesmo fundamento.
Individual
Depois do mapeamento, três sessões e continuidade sem pacote fixo. Remoto, no ritmo que fizer sentido para você. A decisão é sua, do início ao fim.
Ler o formato →Retiro
Três dias e duas noites, até dez pessoas, fora do contexto habitual. Uma edição por ano, entrada por indicação.
Ler o formato →Workshops e palestras
Para grupos e organizações que já conhecem o trabalho. Formato e conteúdo definidos caso a caso.
Ler o formato →O mapeamento vem antes, identificando o seu tipo, o subtipo e o padrão de atenção. É um passo à parte. As sessões que seguem são individuais e remotas, de 60 a 90 minutos, no ritmo que fizer sentido para você.
Direções de crescimento. Cada padrão tem uma direção que expande e uma que contrai. Aqui você reconhece qual das duas está ativa na sua vida agora, e o que muda ao escolher a que expande.
O estado de flow. Flow é a experiência de foco total, sem esforço para sustentar esse foco. Você identifica se o seu padrão facilita ou bloqueia esse estado, e o que abre espaço para ele aparecer com mais frequência.
A não dualidade. Por trás de qualquer padrão existe quem observa o padrão em ação. Esta sessão vai direto a essa percepção, o ponto onde a identificação com o tipo se solta e sobra só a atenção que sempre esteve aqui.
O trabalho pode parar por aqui ou seguir, sessão a sessão, na medida da sua necessidade. Não existe pacote fixo depois da terceira sessão. Cada encontro nasce do anterior. Recebo poucas pessoas por vez, e a data nasce de uma conversa entre nós dois.
Data da próxima edição a confirmar, comunicada oportunamente.
paralaxe · três dias, duas noites
A evidência vem antes da interpretação.
O primeiro dia começa com a caminhada, câmera na mão, no fim da tarde, sem instrução técnica, com uma restrição única: fotografar o que você passaria batido. Depois, escrita à mão, que ninguém além de você lê e que não recebe comentário. E à noite o grupo passa uma hora olhando o céu com Walmir Thomazi Cardoso, tempo suficiente para qualquer um rever o tamanho do que trouxe de casa.
No segundo dia, respiração e coerência cardíaca abrem a manhã, cada um relê o próprio material da véspera, e o Eneagrama entra depois da evidência já estar na mesa. À tarde, entrevistas conduzidas diante do grupo, no formato de painel da tradição narrativa, com uma regra que vale os três dias inteiros: ninguém dá conselho a ninguém. Ser entrevistado sobre a própria experiência interna, diante de nove pessoas que decidem sob a mesma pressão, sem poder resolver nada, é uma posição que esse grupo não ocupa há décadas.
A investigação do terceiro dia é direta, com perguntas curtas e pausas longas. Depois vem o retorno, com uma única mudança verificável em noventa dias, escrita à mão e dita em voz alta para o grupo. Uma só. O encerramento é em silêncio, e ninguém tira foto.
No retiro o tipo funciona como hipótese de trabalho, testada contra o que a pessoa produziu na véspera. O instinto dominante é onde o valor aparece, porque é ele que explica dois executivos do mesmo tipo agindo de forma oposta no mesmo trimestre, um blindando caixa e o outro apostando a reserva.
O mapeamento individual está sempre incluído: duas sessões antes do retiro, ou uma só de retomada se já trabalhamos juntos. É onde o tipo é identificado e onde eu componho o grupo, para que os três centros estejam representados na sala.
O trabalho continua: quatro a seis semanas depois do retiro, cada um tem um encontro individual comigo, incluído no valor, para olhar o que aconteceu com a mudança dita no terceiro dia. Quem quiser dar sequência marca outra conversa para conhecer a Fundação, programa a ser lançado, com sessões mensais de noventa minutos, a sós ou em grupo pequeno, ao longo de oito a doze meses.
Credenciais completas e o manual dos nove tipos estão na página do Mapeamento.
Não tem dinâmica de grupo, flip chart nem certificado. Ninguém apresenta a própria situação para ser avaliada, e ninguém recebe framework pronto ou plano de ação de sete itens. O que a pessoa leva embora é o material que produziu ali e uma mudança que ela mesma formulou.
A decisão de vir é sua e passa só por você. Turma fechada de uma mesma empresa descaracteriza o trabalho, porque a sala depende de pessoas livres de hierarquia entre si. Sua presença é privada: ninguém de fora do grupo sabe quem participou, nem o que foi conversado.
Uma edição por ano.
A observação fica com Walmir Thomazi Cardoso, doutor pela PUC-SP com tese sobre o céu dos Tukano, no Alto Rio Negro, onde a posição das constelações no ocaso marca o regime de chuvas e a subida dos peixes.
O mesmo céu, olhado de outro lugar, organiza outro mundo.
Para grupos e organizações que já conhecem o trabalho, ou que querem uma primeira aproximação em formato mais curto. Formato e conteúdo ainda estão em desenho, definidos conversa a conversa, caso a caso.
Sob consulta.
Sou Cadu Lemos. Conduzo os três formatos sozinho, sessão a sessão. Mais de 25 anos de trabalho com liderança, mentoria individual e facilitação de grupos executivos.
Qual dos três formatos serve, ou se serve algum, é o que a conversa resolve.
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