Porta II · Ponto Cego

Ponto Cego.

A escrita e a fotografia revelando o padrão que opera antes da obra existir.

Duração5 semanas
FormatoIndividual ou grupo (≤8)
EncontrosSessões de 90 min
Lugar100% remoto

Quem cria há tempo conhece o momento em que o trabalho começa a se repetir sem que se perceba como. As escolhas que pareciam abertas se fecham, a frase que vem é sempre a mesma frase, o enquadramento sempre o mesmo. O padrão opera antes da obra, e a obra acaba traduzindo o padrão.

O Ponto Cego é um trabalho de cinco semanas que usa a escrita e a fotografia para revelar esse padrão. O material produzido aqui é ponto de partida para a auto-observação, não objeto a ser avaliado pela qualidade da obra. O que aparece na página ou na imagem mostra o filtro que existia antes delas existirem.

É um espaço para escritores, fotógrafos e criadores com prática consolidada que perderam contato com o essencial no próprio trabalho. Também para pessoas que nunca criaram profissionalmente e carregam uma curiosidade sobre si mesmas que os métodos habituais de autoconhecimento não alcançaram. O percurso pode ser individual ou em grupo pequeno de até oito pessoas, sem que o trabalho perca o caráter feito à mão.

O Eneagrama entra aqui também, como diagnóstico preciso do filtro que enquadra antes da obra existir. A partir dele, a experiência direta do estado de flow, onde esse filtro relaxa e o que vem para a página vem com a singularidade real intacta.


§ As duas disciplinas

Duas disciplinas. O mesmo ponto cego.

A palavra

Escrita

Exercícios curtos, em ritmo de oficina, que abrem a possibilidade de ver de que jeito a frase chega antes de ela chegar. Funciona como observação direta do padrão que enquadra o que pode ser dito.

A imagem

Fotografia

Saídas e propostas visuais simples que tornam visível o filtro que decide o que merece ser fotografado antes da câmera chegar ao olho. A câmera vira instrumento de auto-observação.


« O material é ponto de partida para ver o que existe antes dele. »